quarta-feira, 6 de julho de 2016

Texto: "Ela"

Ela

Nome – Renê Crivella
Belo casaco esse seu – gostou? Comprei num brechó, uma bagatela
Natural de – Ilha Bela
Uma linda cidade – é uma cidadela
Esposa – não me pergunte dela
Explique, por favor – só digo que é uma ex-donzela
Nenhuma namorada? – Ah, tem uma gazela...
Conte mais – começou com uma olhadela...
E – uma piscadela
E – Esqueça... ela foi-se embora para seu país, a Venezuela
Filhos – duas meninas: Marcela e Isabela
Bicho de estimação – um peixe e uma cadela
Esse seu andar coxo – a.v.c., uma sequela
E essa mão no peito, estilo Napoleão – fratura antiga, na costela
Nossa, quanta doença?? – e já contrai varicela.
Basta? – tive também salmonela.
Mudando para assuntos mais leves, Time de futebol – prefiro novela
Qual a melhor de todas? – Gabriela, cravo e canela
Comida preferida – franguinho na panela
O que não come de jeito nenhum – nem mortadela, nem moela
Bebida – Stela
Destilado não? – Só se for Vilela
Sobremesa – bisnaguinha com nutella
Filme – aquele da Lisbela
Música – Te esperando na janela
Dá uma palhinha – ah, não apela! Nem acenda vela.
Uma dança – tarantela
Livro – qualquer um do Cortella
Escola de samba – dá-lhe Portela
Um hobby – cavalgar, mas sem sela
Na sua casa não tem, de jeito nenhum – taramela
Sua roupa preferida – terno risca de giz, com cravo na lapela
Com cinto? – claro, e bem apertada a fivela
Sapato? – de couro puro, lustrado na flanela
Uau, que elegância!! – pois é, digno de passarela.
Quanto ao pensador, um medo – contrair Ela. Essa doença te encastela.
O que te entristece – ver qualquer criança mirrada, magrela
O povo mais destemido – o morador da favela
Porque? – Já andou a noite em alguma viela?
É assustador... – e lá não existe sentinela.
Um prazer – quando a gente corta a grama, e rastela
Um lugar para meditar – uma capela
Um lugar para conhecer – Santiago de Compostela
Um sonho – cruzar o mundo numa caravela
Uma frustração – não ver político nenhum dormindo numa cela
O que te irrita – som de vuvuzela
Um herói – Nelson Mandela
E essa fama de fazer rima com tudo? –  Imagina, a maior balela.


M. F.                                     23/06/2016 

*Texto de autoria de Marcelo Fioravante, cunhado da professora Ana Roveri.

Nenhum comentário:

Postar um comentário